terça-feira, 19 de março de 2013

Pedro Estorninho apresenta... Os Cinco


Não nos deixemos enganar pelo título. Efectivamente despertará algumas recordações, mas não falamos de literatura juvenil que, sem ser por acaso, é boa. Trata-se sim de cinco livros que considero incontornáveis, embora alguns deles contenham em si verdadeiras bibliotecas.

Pois vamos lá então, e os nomeados são: A Bíblia, Ilíada, D. Quixote, A Peregrinação, Sermões de P. António Vieira. Aqui mais uma vez gostaria de incluir outros dois, as Confissões de Santo Agostinho e as Crónicas de Fernão Lopes. Em relação a estes dois últimos não me pronunciarei mais. Mas aconselho-os vivamente.

Passemos aos nomeados. Quando me refiro a serem incontornáveis, não me debruço somente sobre o seu valor literário, mas sim, e também, ao seu valor histórico e à percepção do que somos ou podemos ser hoje. E claro a relação política que tiveram e continuam a ter. Na Bíblia inclino-me sobretudo para o antigo testamento, embora o novo tenha escritos impressionantes, dedicando especial atenção aos livros sapienciais, de entre os quais destaco dois: Eclesiastes ou Qohélet e o Cântico dos Cânticos ou Cantíssimo. Estes são dois textos (livros) que acima de tudo (e apesar do que atrás invoquei) me impressionaram pelo seu valor poético, filigrana pura.

Homero e a sua Ilíada que nos fala do último ano da guerra de Tróia impressionou-me sempre pela construção da palavra, pelo forte sentido poético e criativo (imaginativo), sem soluções fáceis portanto. Se a guerra de Tróia aconteceu ou não, deixemos isso aos historiadores, mas Homero credita-a literariamente. Consigo perfeitamente ver a bela Helena, Aquiles, Agamémnon, Heitor (Héctor), entre outros.

Pedro Estorninho

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