terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

árvore


ao alto da colina silenciosa
a árvore ausculta os tremores
que fluem pelas nossas mãos
como veios subterrâneos
entrámos em casa cintilando
esquadrinhados de azul.


Helder Magalhães




os hóspedes

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nós,
os hóspedes,
estrangeiros na vida;;
a viagem não passa
de um sonho esquecido
no seio de um deus que flutua
sobre um rio de estrelas;;
logo o sol
- com toda fúria e máxima ternura -
acenderá nossos olhos
e acordaremos.
- penélope martins -




*daqui do Brasil para os amigos leitores de Portugal, tecendo o fio da amizade com a comunidade lusófona porque poesia em língua portuguesa é do borogodó!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

gente



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tem gente que vale a pena.
tem gente que vale
muito a pena.
tem gente que nem pena vale.
tem gente que é um vale
verde, ensolarado, de carícias plenas
e poucas penas.
gente a penas.


- penélope martins* -



* um poema que envio com afeto, na ponte Brasil e Portugal, que une nossas leituras de mundo.

** poesia é do BOROGODÓ!

*** a fotografia que ilustra o poema foi obtida na net e, até o momento, é desconhecida sua autoria.

amor


ao canto dos galos na madrugada
já o amor era aurora
no espaço entre os vidros embaciados
pela humidade em que o solo
se revolve e fecunda
lançando ao mundo o germe
saliva suor sémen
essa aliteração onde nos sabíamos
o fim de novo começo.


Helder Magalhães


Laura Zalenga Photography

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

From the Cayman com amor 6

"My Father, Frank Lloyd Wright", de John Lloyd Wright. Depois de uma ida a Chicago para ver várias obras de arte de um dos meus arquitectos preferidos, não podia perder a oportunidade de comprar o livro que um dos seus filhos, John, escreveu acerca do pai.” (Dover Publications, INC., New York)



Foto e legenda: Sofia Reis, portuguesa, jornalista e fotógrafa.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

A flecha certeira de Millôr




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Millôr Fernandes foi desenhista, humorista, escritor e jornalista brasileiro. Carioca, nasceu em 16 de agosto de 1923, e, em seus mais de 70 anos de carreira, deixou sua marca na história da imprensa participando do Cruzeiro, Jornal do Brasil, O Pasquim, Revista Veja... Millôr assinou inúmeras peças de teatro, conquistou admiradores pelo estilo da escrita e na expressão de seus traços. 

Morreu aos 88 anos intensamente vividos, aos 27 de março de 2012, mas será sempre atual, atemporal e imprescindível para a compreensão da história da política brasileira.


*Eu sou Penélope Martins, escrevo do Brasil para Portugal, nesta ponte que É do Borogodó!


rasto


a bordo o céu
é muitos azuis
um corpo
à janela sustém
a mão da respiração
no rasto da viagem
ramagem a sós
por sobre
a cartografia
da saudade.


Helder Magalhães