sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Já temos vencedores! Passatempo: Todos os tempos verbais

Parabéns Lara Santo, Graciosa Reis e Helena Nunes, são as vencedoras do passatempo «Todos os tempos verbais». Cada uma vai receber 1 exemplar do livro!

O que têm que fazer agora? Contactar o blog para sabermos a vossa morada! Procurem-nos no facebook (na página ou no grupo) ou enviem email para: blogueclubedeleitores@gmail.com

O que se pedia era registarem - a melhor frase / parágrafo / pequeno poema que inclua:- o título do livro.

 E estas são as respostas vencedoras, com grande mérito. Parabéns!

Lara Antunes Fernandes Santo
Em qualquer lado
serás tu no meu pensamento
Em qualquer tempo
Não esquecerei o teu olhar
Amar-te-ei para sempre
Em todos os tempos verbais!

Graciosa Reis

Exigir um conhecimento, mesmo que superficial, de todos os tempos verbais da nossa complexa conjugação, confunde os meus ilustres alunos!

Helena Nunes

 Sabes uma coisa?
Amo-te.
Amo-te ontem.
Amo-te hoje.
Amo-te amanhã.
Amo-te em todos os tempos.
Olha, amo-te.
Sabes outra coisa?
Amo-te com chuva.
Amo-te com neve.
Amo-te com sol.
Amo-te em todos os tempos.
Olha, amo-te.
Mas, sabes uma coisa?
Amei-te.
Amo-te.
Amar-te-ei.
Amo-te em todos os tempos verbais.
Olha, amo-te.
Simples, assim.


*O vencedor(a) terá que enviar-nos a sua morada. Se não o fizer, o Clube atribuirá o livro a outro(a) finalista. Fique atento(a)!

terça-feira, 27 de setembro de 2016

fruto


dá-me o fruto colhido
na terra dos pomares sob o
alcance dos teus braços
ágeis estonteantes
nesse zénite que a tarde
despe sobre a árvore
dá-me o fruto colhido
no poente doirado à boca
como se corresses
descalça dentro de mim.


Helder Magalhães


Marta Maria Mroz-Art

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Ai, se sêsse!


O poeta Zé da Luz nasceu em Itabaiana, em 1904. Foi alfaiate de profissão e poeta de maldição, ou benção, ou as duas coisas simultanemente porque num existe maldição que não seja também invocação de um santo, benção de língua profética.

Poeta popular, publicava seus escritos em folhetos de cordel.

Zé, ao escrever sobre o amor em 'ai, se sêsse', mais do que transgredir deliberadamente a língua portuguesa formal, tornou re-significá-la em sua musicalidade.

O sotaque nordestino reforça a visão magnífica do amante apaixonado, empunhador de peixeira (sua faca de ofício), que fura o estômago do céu para deixar correr as estrelas e as virgens que lá viviam...

Morreu no Rio de Janeiro, em 1965, desconhecido para muitos, felizmente não para nós.

Eu deixo aqui esse pedaço de Brasil, com meu abraço de sempre para os irmãos leitores daí de Portugal. Porque ler é imprescindível. Porque ler é do borogodó.

Penélope Martins.

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Se um dia nós se gostasse; 
Se um dia nós se queresse; 
Se nós dos se impariásse, 
Se juntinho nós dois vivesse! 
Se juntinho nós dois morasse 
Se juntinho nós dois drumisse; 
Se juntinho nós dois morresse! 
Se pro céu nós assubisse? 
Mas porém, se acontecesse 
qui São Pêdo não abrisse 
as portas do céu e fosse, 
te dizê quarqué toulíce? 
E se eu me arriminasse 
e tu cum insistisse, 
prá qui eu me arrezorvesse 
e a minha faca puxasse, 
e o buxo do céu furasse?... 
Tarvez qui nós dois ficasse 
tarvez qui nós dois caísse 
e o céu furado arriasse 
e as virge tôdas fugisse!!! 

- Zé da Luz - 


beijo



esta tarde
já o sol se dobrava
alongando as sombras
a tua voz veio
feito ave
sobre o planalto
do meu peito

abri-lhe a mão
para que poisasse
um sopro um fogo
alado
por sob a pele

fui colhido
na plena aterragem
dos teus lábios.


Helder Magalhães

Laura Makabresku

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Que participação escolhem? Passatempo "Todos os tempos verbais"


 
Qual é a frase que escolhem para ser a vencedora do passatempo «Todos os tempos verbais»?

Estas são as cinco melhores participações. E vão agora a uma grande final que decorre até dia 24. As mais votadas ajudam o júri a decidir os vencedores - basta comentarem este post (aqui no blog, na página do facebook ou no grupo).

Boa sorte!

~~__~~

não sou poeta

São tantos os verbos ideais para conjugar em todos os tempos verbais!
Ler que alimenta a mente
Viajar que alimenta a alma
Comer que alimenta o corpo.

É bom conjugar viver a rimar com ler
É bom conjugar libertar a rimar com viajar
E, ainda, poetar que é uma forma de amar!

Helena Nunes

Sabes uma coisa?
Amo-te.
Amo-te ontem.
Amo-te hoje.
Amo-te amanhã.
Amo-te em todos os tempos.
Olha, amo-te.
Sabes outra coisa?
Amo-te com chuva.
Amo-te com neve.
Amo-te com sol.
Amo-te em todos os tempos.
Olha, amo-te.
Mas, sabes uma coisa?
Amei-te.
Amo-te.
Amar-te-ei.
Amo-te em todos os tempos verbais.
Olha, amo-te.
Simples, assim.

Lara Antunes Fernandes Santo

Em qualquer lado
serás tu no meu pensamento
Em qualquer tempo
Não esquecerei o teu olhar
Amar-te-ei para sempre
Em todos os tempos verbais!

macy
 
Todos os tempos verbais
Nunca os consegui decorar
Porque eram sempre mais
E acabei por me chatear!

Graciosa Reis

Exigir um conhecimento, mesmo que superficial, de todos os tempos verbais da nossa complexa conjugação, confunde os meus ilustres alunos!
 
*O vencedor(a) terá que enviar-nos a sua morada. Se não o fizer, o Clube atribuirá o livro a outro(a) finalista. Fique atento(a)!

terça-feira, 13 de setembro de 2016

nudez


dormias ainda
e já o sol me forjava
a nudez do fogo
no encontro com a tua pele.


Helder Magalhães


Leanne Surfleet Photography

Como e por que contar histórias para crianças?

Pra quem ainda não sabe, meu nome é Penélope Martins e toda terça-feira escrevo aqui no Blog Clube de Leitores comunicando leituras do Brasil para Portugal. Minhas postagens levam a rubrica "É do Borogodó!", uma expressão brasileira que reflete muito bem a mistura cultural que nos rege, aqui debaixo do Equador - pra tudo falar com uma língua portuguesa em outro ritmo, outra sonoridade, no pulsar da raiz indígena e na (re)construção diária de nossa matriz africana.
Além de escrever, sou narradora de histórias, razão pela qual fui convidada para uma conversa virtual com outros narradores...
Denise Guilherme, responsável pelo projeto de leitura e formação de leitores A Taba, reuniu um pessoal para conversar sobre o ato de contar histórias.
Por que é tão importante narrar? Como narrar histórias? De que maneira é possível conquistar a atenção do público?
Entre os narradores convidados, Giuliano-Tiento2Giuliano Terno de Siqueira | Doutor e mestre em artes pelo programa de pós-graduação do Instituto de Artes da UNESP. Sócio-fundador d’A Casa Tombada [Lugar de Arte, Cultura, Educação]. Idealizador, coordenador e professor do curso de pós-graduação lato sensu A Arte de Contar Histórias – Abordagens poética, literária e performática pela FACON – Faculdade de Conchas, pólo A Casa Tombada. Professor colaborador do Programa de Mestrado Profissional do Instituo de Artes da UNESP. Contador de histórias, escritor, pesquisador, professor e assessor de programas públicos e privados de livro, leitura e bibliotecas.
10407918_10203387899889655_3346874991112871519_nOutro narrador presente, Magno Farias, pedagogo é educador, com experiência nas redes públicas e privada e no terceiro setor. Trabalha em comunidades desde 2005 e atuou como supervisor de educadores na 29ª Bienal de Artes de São Paulo e educador de arte contemporânea no “Projeto Jovens Emergentes”, em 2011/2012. É educador de biblioteca e contador de histórias no Instituto Acaia e, desde 2003, sonoplasta em espetáculos de circo e teatro.
11170363_889846137704203_9175329297026196525_nPor fim, a terceira integrante dessa roda virtual de conversa, Penélope Martins é escritora e narradora de histórias. Em 2009, iniciou a ação Construindo Leitores, em Santo André, reunindo crianças em encontros mensais para narração de história e atividades artísticas. Mais tarde, passou a ser convidada como narradora de histórias e oficineira para trabalhar com crianças, jovens e educadores, por escolas e instituições ligadas à cultura (SESC, Fábricas de Cultura, Museus etc), atividades para as quais se dedicada até o momento. Entre seus projetos de narração, mantém ligação permanente com os leitores através da ponte entre seu blog Toda Hora Tem História e o Clube de Leitores, de origem portuguesa. Entre seus livros já publicados,Poemas do Jardim (editora Cortez), incluído na lista de Bolonha, Princesa de Coiatimbora (editora Dimensão), Quintalzinho (editora Bolacha Maria), A incrível história do menino que não queria cortar o cabelo (ediota Folia das Letras).
A conversa foi transmitida ao vivo na terça-feira, dia 06 de setembro, às 21h, mas pode ser assistida no link abaixo: