sexta-feira, 6 de outubro de 2017

António de Macedo, até sempre

Esta semana está um verdadeiro cais de partida.

Luís Andrade de Sá e Maria Helena Ferreira, jornalistas da Lusa. Fernando Diogo, do Expresso e Diário de Notícias. Foi-se também o Jorge Listopad, escritor e realizador e mais, que até fazia anos no mesmo dia que eu. E agora, assim sem aviso, partiu também o António de Macedo, cineasta e prolífico escritor, apaixonado pela Ficção Científica e Fantástico.

Foi precisamente a FC que nos juntou. Ele um nome firmado, eu uma miúda a dar passos iniciais no jornalismo, teimando num artigo em que juntasse os vários autores nacionais de FC, um género que nos anos 90 vivia um momento extraordinário por cá. Falei com todos, entre eles o João Barreiros, o Luis Filipe Silva, a Maria de Menezes, o Tércio, o António, e a peça saiu. 

Percebi então que, apesar de navegarem as mesmas águas, alguns até na mesma editora, não se conheciam uns aos outros. Sempre tive a mania de fazer acontecer, não é de agora. E juntei-os à mesma mesa.Os jantares tornaram-se regulares, recheados de entusiasmo e projectos em grupo. 

Demos à luz a Simetria, associação dedicada à FC e ao Fantástico. E daí nasceram os Encontros que levaram à Cascais dos anos 90 tantos nomes da FC internacional. O escritor britânico Brian Aldiss foi um deles. Morreu há 15 dias.


Imagino que o Brian e o António - que me tratava sempre por "magna mater" da FC - estejam a esta hora algures lá pelo outro mundo a comentar os dias extraordinários vividos então. E "heroína", António? Um exagero teu. Talvez se tivesse conseguido manter o grupo unido quando as vidas de cada um nos afastaram. Boa viagem, meu caro.

Ana Almeida

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