terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Mata Branca

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Com a Mata Branca aprendi, vivendo,
a sobreviver à aridez da terra
meu coração verve e, verde, se esperança
na vida escondida sob a folha seca
ou que a vista alcança no topo da serra

O seu céu azula o meu olhar triste
e pinta de alegre a alma acinzentada
com as cores vivas do desejo quente
e com a força bruta dos sonhos da gente
pequena semente no barro plantada


- Socorro Lira -


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Socorro Lira, é poeta, compositora, cantora, paraibana, mulher da Mata Branca, do Brejo da Cruz, do Estado da Paraíba, do Nordeste Brasileiro, da arte, da luta.

Conheci Socorro com a música. Foi cantando com ela que eu cozinhei a ceia de Natal de 2016, depois os quitutes pra virada de ano novo. Chorei, ri, dancei.

Digo que conheci, mas foi no sentido de saber da existência dela, não de ficar frente a frente.

Uns dias depois das festas de final de ano, minha amiga também poeta, Alice Ruiz, me chamou para um fuzuê (uma festinha, uma reunião) só com mulheres. Sorte a minha: tava lá Socorro, essa mulher (en) cantadora que bota na voz o Brasil em todas suas cores.

Por convicção, eu só acredito na partilha, por isso, compartilho com os amigos de Portugal, leitores do que está escrito e do que é falado, um pouco da poesia e da música e da voz dessa grande artista.

No álbum abaixo, sexto inédito de sua carreira e primeiro não autoral, Socorro Lira se junta a Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Sandra Belê, Vanja Orico e Zé Paulo Medeiros para render homenagem ao grande compositor paraibano Zé do Norte, em função do centenário de seu nascimento. O disco foi o quarto volume do projeto Memória Musical da Paraíba.

Divirtam-se, queridos!

Aqui, como de costume, quem fala é Penélope Martins, fazendo a ponte Brasil e Portugal, com muito som e borogodó!


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