terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

rasto


fere-me o teu seio
gomo de sol na tarde
como se os dentes mordessem
a carne dos lábios
e um fio de sangue ficasse
suspenso sobre a auréola do mamilo

caiu a noite
e no coração é chuva
à espera que os teus dedos
sigam o rasto
que segue pele adentro

fico neste instante de mar
que os teus cabelos me ondulam
rente ao peito.


Helder Magalhães


Marine Loup

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