quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

É do borogodó: GUARDA-CHUVAS, DE ROSANA RIOS

Tenho quatro guarda-chuvas
todos os quatro com defeito:
um emperra quando abre,
outro não fecha direito.
Um deles vira ao contrário
se eu abro sem ter cuidado.
Outro, então, solta as varetas
e fica todo amassado.
O quarto é bem pequenino,
pra carregar por aí;
porém, toda vez que chove,
eu descubro que esqueci…
Por isso, não falha nunca:
se começa a trovejar,
nenhum dos quatro me vale –
Eu sei que vou me molhar.
Quem me dera um guarda-chuva
pequeno como uma luva
que abrisse sem emperrar
ao ver a chuva chegar!
Tenho quatro guarda-chuvas
que não me servem de nada;
quando chove de repente,
acabo toda encharcada.
E que fria cai a água
sobre a pele ressecada!
Aí….
* poema publicado no livro “Cheiro de Chuva”, poemas para crianças,  Ed. Studio Nobel.
Seleccionado pela Penélope Martins, nossa conexão com o Brasil

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