terça-feira, 13 de outubro de 2015

London No.3, Helder Magalhães

London No.3
A cidade esvaziava-se
no torvelinho do vento
e no chumbo das nuvens
só a mão suportava o tempo
no gesto de fazer o corpo
descer a rua dos limoeiros
tudo se diluía no carrossel da fragrância
ébrio o coração era uma ilha desconhecida
o rebate contínuo das horas
anunciava a orla da brancura
do degelo às portas do templo
mordida a essência da carne
uma língua de luz tremeluzente
profere a comunhão da eternidade.

*Helder Magalhães

Porque aqui vai nascer um projecto diferente de gin, não perca os nossos poemas.

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