terça-feira, 22 de setembro de 2015

rendilhado


degrau a degrau
a sombra engole a luz
e a escuridão entra em casa

o cheiro das paredes húmidas
manto caído na solidão
cal de pele viva

só as lides do coração
resgatam o pulso ao corredor
de linho se entremeiam as divisões

o sangue na escada do silêncio
destapa a janela da aurora
rendilhado ao parapeito.

Helder Magalhães


"Where the tree starts to grow" by Tisna Sona

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