terça-feira, 4 de agosto de 2015

É do borogodó: o azul de Rimbaud

II

– Eis que então se percebe uma pequena tira
De azul escuro, em meio à ramaria franca,
Picotada por uma estrela má, que expira
Em doce tremular, muito pequena e branca.

Noite estival! A idade! – A gente se inebria;
A seiva sobe em nós como um champanhe inquieto…
Divaga-se; e no lábio um beijo se anuncia,
A palpitar ali como um pequeno inseto…

– Rimbaud, Romance.
(escolhido por Penélope Martins, a nossa ponte para o Brasil)

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