quinta-feira, 16 de abril de 2015

A Barata Patarata e o Escaravelho Trolaró - uma manhã entre amigos


Segundo volume da coleção «Livro Com Bicho». O que é que uma barata patarata e um escaravelho trolaró têm em comum? São os dois muito tolinhos e gostam de tudo muito limpinho. As suas aventuras taralhocas vão provocar gargalhadas francas e divertidas e revelar um inesperado segredo: afinal, as asneiras não são exclusivas das crianças.

Foi este o mote que me guiou às Galerias Lumiére naquela manhã. Dia para deixar o carro em casa, diria: o tempo óptimo. Mas ser convidado para conversar ao lado da Raquel sobre o seu novo livro, é uma tarefa de elevada responsabilidade. E não havia como chegar atrasado! Ao contrário dos bichinhos da história, aqui o je teve que ir à boleia do seu próprio carro.

E naquela manhã o centro do Porto não tinha lugares vagos para estacionar. E eu sem paciência para os parques caros. Lá me aventurei por ruas improváveis e larguei ali o veículo. Apontei a cara ao céu, mirei a luz do sol e pus-me a andar. Passos curtos e ritmo lento, não estava longe do destino.

A Raquel já me aguardava, com o seu ar de estrela da literatura infantil (em ascensão, leia-se) e envolvida entre familiares e amigos, sob o olhar atento de quem passava.  O editor Rui Moura esperava que os foliões se sentassem de vez. Mas os abraços e beijinhos continuaram por mais algum tempo, sempre entre os risos e a boa disposição!

Na plateia estavam crianças, criancinhas e grandes adultos (alguns eram baixotes, mas deixemos isso em segredo). Tinham estado à conversa e aguardavam agora com paciência.

Um pouco antes, toda a gente (sublinho, todos) passou pela loja da Teresa Castro, visita obrigatória nestas galerias e na cidade. A Agu agu faz-nos sonhar... e eu acho que não poderia ter sido escolhido um melhor sítio para apesentar este livro para os mais pequeninos.

Foi neste ambiente que a "autora consagrada" e o "amedrontado palrador" (sim, eu) se sentaram. As máquinas dispararam flashs e o público serenou. Silêncio constrangedor, leve troca de olhares e lá começou.

Não vos vou dizer o que se disse. Tivessem ido, seus malandros!

Depois dos agradecimentos iniciais, as perguntas sucederam-se lentamente, numa descontraída conversa de café. Eu trazia um pequeno papel para conduzir as hostes... e aquilo foi fluindo. A cena foi.

Entre as nossas timidezes, lá nos resolvemos. E fizemos a festa com os livros da Raquel - uma velha (apesar de nova) amiga dos tempos em que eu trabalhava com as letras. A Martolita (ilustradora desta história de uma barata e de um escaravelho) teve que faltar! Mas justificação aceite... andavam pelos ares as malditas gripes. Esta foi a única falha naquele dia animado.

Saímos de lá entre abraços e despedidas. E o dia continuou lindíssimo, como este livro.

Até à próxima, Raquel. E muitos parabéns! "A Barata Patarata e o Escaravelho Trolaró" é um must read. E eu já tenho o meu: assinado e tudo...

(invejosos roam-se)

Rodrigo Ferrão

Todas as fotos: Raúl Paiva

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