domingo, 28 de dezembro de 2014

a-ver-livros: a faina

Dilui-se o tempo
na luz azul do teu rasto
esboroa-se, lenta e tenaz,
a soma fragmentada
dos teus dedos 
no assombramento
afeiçoado ao meu peito
e ouço o vento
varrer a praia
de todos os absurdos 
intempestivos
que a sensatez
deixou para trás

Para que raio a faina
se nunca rende?

Ana Almeida

* para conhecer mais sobre o artista Alexander Demidov,
da Bielorússia, siga o link artdemidow.narod.ru





Sem comentários:

Publicar um comentário