sábado, 29 de novembro de 2014

A Lenda de Nogard - o prólogo

A Lenda de Nogard

Dedicado à todos os meu amigos e familiares.
À minha mãe, por me aturar e me amar sem reclamar,
À meus amigos, por aturarem Dragões e Bulks durante todo o processo criativo.

Prólogo

Houve um tempo, em anos passados, que as Nove Cidades Livres de Andor eram protegidas por Dragões. Cada Dragão possuía um poder e um elemento único, poderes jamais vistos e nunca compreendidos. Poderes da natureza, da vida e da morte. Alguns inclusive achavam que a natureza, a vida e a morte eram representados por eles mesmos. Os Dragões protegiam as cidades e o reino, de um mau antigo e duradouro, a Longa Sombra do Sul, o Falso Reino. O Falso Reino situava-se após a Floresta Escura, onde habitavam animais sombrios e que não ousavam deixar suas sombras, os Campos de Vitendor, onde a vigilância era voltada ao sul e nunca vacilava, e o Deserto Branco, com suas areias fantasmagóricas e inexploradas.

Pouco se sabia sobre os Dragões naqueles dias. Havia aqueles que passavam uma vida estudando seus hábitos, sua língua, sua origem, mas pouco era e foi obtido alem do que já era sabido. Eles eram irmãos e se chamavam dessa maneira nas raras vezes que falavam o idioma comum, o Andorin. Cada Dragão protegia sua cidade e suas províncias adjacentes, com uma fúria sem tamanho e um instinto misterioso. Nenhum Dragão obedecia aos homens, eram animais ferozes e não se deixavam domesticar. Por este motivo alguns os temiam e outros os odiavam, como o rei Arelon, que era conhecido como o Rei dos Homens e não o rei de Andor. Os verdadeiros reis de andor eram os Dragões, e assim o povo os chamava, para o desagrado de Arelon. Alguns diziam que os Dragões eram presos às cidades por uma magia muito antiga e poderosa, de um tempo a muito esquecido, dos primeiros povos de Andor, os Banedúim. Outros que eles permaneciam apenas por suas Torres-de-Dragões, onde recebiam alimento sem necessidade de caça, eram cultuados como Deuses e passavam a maior parte de seus dias descansando. O real motivo era um mistério, desde a construção das cidades pelo Falso Rei, Dorean.

Com Wargs, guerreiros Bulks e criaturas horrendas, controladas pelo Falso Rei, eles atacaram Andor durante anos. A ira de Dorean aumentava em seu coração, em forma de sombras e dor, e ele não buscava nada além de destruir aquilo que um dia criou.

Por mais seguras que fossem as Nove Cidades, suas províncias e toda a Andor, os ataques ocorriam. Fazendeiros perdiam animais para Wargs famintos, e Bulks mortos de fome invadiam cozinhas e despensas de vilas mais afastadas. Eles estavam espalhados desde o Portão de Gelo até Bolkur. Mas as invasões eram raras e quando ocorriam os Dragões protegiam o reino com louvor. Apesar de temerosos os homens de Andor os tratavam com amor e carinho, presentes e glórias, e eram retribuídos com proteção e fidelidade. Os dias eram claros e longos. O inverno era ameno e a primavera era bondosa. Não havia fome, as colheitas eram generosas, os rios repletos de peixes e Andor viveu a Era da Boa Fortuna. Uma era de alegrias e paz. E com os Dragões essa paz duraria por toda a eternidade.

A eternidade acabou há dez anos.

*Por Marco Antonio Febrini Júnior

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