sábado, 21 de junho de 2014

Saudação a Whitman, por Álvaro

"[...] Que nenhum filho da puta se me atravesse no caminho!
O meu caminho é pelo infinito fora até chegar ao fim!
Se sou capaz de chegar ao fim ou não, não é contigo, deixa-me ir…
É comigo, com Deus, com o sentido-eu da palavra Infinito…
Prà frente!
Meto esporas!
Sinto as esporas, sou o próprio cavalo em que monto,
Porque eu, por minha vontade de me consubstanciar com Deus,
Posso ser tudo, ou posso ser nada ou qualquer coisa,
Conforme me der na gana… Ninguém tem nada com isso…[...]"

Excerto de "Saudação a Walt Whitman", de Álvaro de Campos
("Portugal — Infinito, onze de Junho de mil novecentos e quinze")


*descoberto no Facebook de Vanda Fino




Sem comentários:

Publicar um comentário