segunda-feira, 9 de junho de 2014

Agueros, sou parte da tua memória

Até pode ser estúpido, que querem. Mas dou por mim, lágrimas nos olhos, sinceramente triste com a morte de alguém que nunca conheci. Jack Agueros, o poeta de origem porto-riquenha que vos apresentei há uns dois anos e tal, rendida e apaixonada, sucumbiu ao Alzheimer no passado dia 4 de Maio, na sua casa de Manhattan. Soube-o há instantes - e dói-me.

Além da sua poesia e do activismo que pautou a sua vida, Agueros fechou a sua história doando o seu cérebro doente para estudo ao Taub Institute for Research on Alzheimer's Disease and the Aging Brain, no Centro Médico da Universidade norte-americana da Columbia.

Escrevia eu nesses idos de 2012: "Só me ocorre que acabei de o descobrir. Quanto tempo terei antes de o perder também?" Dois anos e uns três meses. É a resposta. Não interessa nada. 

Prefiro que, se não leram então o meu post, se não viram então o vídeo que o acompanha, se não leram os poemas que traduzi e partilhei o façam agora, seguindo este link. Nunca é tarde para celebrar a emoção. Nunca é tarde para conhecer um extraordinário poeta.

Ana Almeida


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