domingo, 25 de maio de 2014

Poemas de amor do Antigo Egipto

IV

Quando me dás as boas-vindas
De braços bem abertos
Sinto-me como aqueles viajantes que regressam
Das longínquas terras de Punt.

Tudo se muda; o pensamento, os sentidos,
Em perfume rico e estranho.

E quando ela entreabre os lábios para beijar
Fico com a cabeça leve, fico ébrio sem cerveja.

Tradução de Helder Moura Pereira



Os poemas datam de entre 1567 e 1085, a.C.
São-nos tremendamente familiares estes poemas antigos... E do Egipto! Logo dali, que nos habituámos a vê-lo numa grafia quase nada reveladora dos entes senão os seus pétreos perfis. Subtil civilização! 
Idênticas são as suas palavras, quero dizer, o lado apaixonado da fala; ou o mesmo rio de sempre, que ali está desde o princípio do Mundo para um transporte entre a vida e as muitas mortes da vida. 
Eram assim os antigos: mesmo sem grande esforço, já estavam no nosso futuro...

Retirado da introdução escrita por Paulo da Costa Domingos


Assírio & Alvim

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