terça-feira, 29 de abril de 2014

É do borogodó: janela violada

não cabe a promessa nesse jogo. no amor, como na guerra, a estratégia é morrer. revirar olhos gemendo sem pudores. entorpecidos se estrangulam, o beijo. expandem e se engolem. há uma janela violada, pintura crua. veneziana penetrada pelo odor das flores que só dançam para a lua. quem de paixão se esconde, da vida não merece muito. ácido o sal que brota deste rio que cintila a ponta dos dedos. as pernas entrelaçadas a ditar poemas.

Penélope Martins

Gustave Coubert

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