quinta-feira, 13 de março de 2014

Finalmente Aleksandr Soljenítsin

A Sextante recupera um grande nome da literatura Russa, prémio Nobel em 70.


Sinopse:

Escrito em 1965, «Zacarias Escarcela» é um dos últimos textos soviéticos de Soljenítsin. O autor-narrador faz o relato de um passeio de bicicleta, na companhia da mulher, em busca da história russa. Neste conto, bem como nos outros cinco que compõem a presente antologia («A bem da causa», «Miniaturas», «A mão direita», «Que pena!», «A procissão pascal»), Soljenítsin, poeta das miniaturas da existência, nunca abdica de uma ironia sempre presente em surdina, nem de um leve sopro poético que torna o insignificante em símbolo.


Aleksandr Soljenítsin

Escritor russo, de nome verdadeiro Aleksandr Isaevich Solzhenitsyn, nasceu em Kislovodsk, no Cáucaso, a 11 de Novembro de 1918. O pai morreu na guerra, antes do seu nascimento. Aos seis anos, muda-se com a mãe para Rostov, onde vem a fazer estudos de Matemática. Participa na Segunda Guerra Mundial, sendo várias vezes condecorado. Uma carta dirigida a um amigo, em que expressa as suas opiniões sobre Estaline, leva-o à prisão e é condenado a trabalhos forçados. Em 1962 publica "Um Dia na Vida de Ivan Denissovitch", um depoimento sobre o sistema prisional. "O Primeiro Círculo" e "O Pavilhão dos Cancerosos" , editados em 1968 no estrangeiro, trouxeram-lhe o reconhecimento internacional. Agosto 14 corresponde ao início de uma vasta obra de natureza histórica. Em 1970 foi-lhe atribuído o Prémio Nobel da Literatura, mas receando que lhe interditassem o retorno ao país, não foi recebê-lo a Estocolmo. Pouco depois da publicação de "O Arquipélago de Gulag" em Paris, em 1974, é preso, julgado por traição e, finalmente, condenado ao exílio. Instala-se nos Estados Unidos, prosseguindo a sua obra literária e procurando reunir os dissidentes na sua luta contra o sistema vigente na URSS. Em Setembro de 1991 foi por fim ilibado da acusação de traição pelo governo soviético e em Julho de 1994 volta à Rússia. Escritor de inspiração católica, a libertação interior do homem é o tema central da sua obra e a razão da sua luta.

*fonte: wook.pt

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