domingo, 9 de fevereiro de 2014

Cronicando pela Ásia... Kuang Si Waterfall, templos e o mercado

Luang Prabang,
07 de Maio 2009


Um dia em cheio esperava-me... e mal sabia eu no que me estava a meter. Depois do almoço, passei na mercearia da esquina para comprar uns sumos e qualquer coisa para morder. Dei o troco ao neto da senhora - a criança deu um pulo de felicidade e abraçou-me.

Dirigia-me para a rua principal para levantar dinheiro e procurar um tuk-tuk. A aventura chamava-me para a Kuang Si Waterfall, local que toda a gente me apresentou como obrigatório. E é mesmo.



  



Antes de dar o mergulho mais apetecido de sempre, arranco em direcção ao cimo. O calor tórrido e a humidade louca esganam-me. Enquanto subo, encontro pequenas piscinas naturais. Mas o objectivo é chegar lá acima seco, tirar umas fotos e contemplar a vista.

Ao descer sinto a vontade louca de me meter na água. Vejo imensa gente a atirar-se de todas as formas e feitios. Respiro fundo, estico os braços ao alto e lá vou eu! A água está muito mais fria do que esperava, mas o corpo precisava mesmo daquilo. O azul era fora do comum - parecia que estava numa piscina que tinha acabado de ser tratada com cloro.

Depois de mais umas incursões e várias fotografias, decido regressar. A hora de almoço chama por mim e o meu "motorista" aguarda-me. Antes de lá chegar, deparo-me com vários ursos. Estava num centro de recuperação da espécie. Alguns brincavam, mas a maioria dormia.


A tarde convida-me agora a conhecer os templos. E eles sucedem-se inesperadamente. Na rua principal está montado o mercado e faço planos de lá regressar mais ao fim-da-tarde. O objectivo passa agora por subir um monte íngreme. Lá em cima estão os templos mais antigos. Locais de oração, de meditação, de peregrinação. Vista para a cidade e para o Mekong - o sítio perfeito para o pôr-do-sol.

 








No topo das escadas encontro gente a rezar por entre o cheiro a incenso. Vou descobrindo várias estátuas de Buda, encontro uma gruta cavada na terra que guarda um pequeno templo, vou ter a um sítio sagrado - o que dizem ser a pegada de Buda. O Deus passou por ali e deixou a sua marca na pedra. As escadas são um corrimão gigante - com corpo de serpente e que termina num dragão. Começo a descer por ali abaixo, os degraus parecem não ter fim.






 




O sol começava a pôr-se. No fim da caminhada, mais um templo. Estava a ser restaurado por monges de todas as idades. E todos eles pareciam muito concentrados e focados na tarefa. Senti-os imperturbáveis na sua calma. Passei por eles, vi o templo e tirei mais umas fotos.








Regresso ao mercado e como uma espetada de fruta. Estão por toda a Ásia e são dos melhores investimentos que se pode fazer. O ananás e a manga desfazem-se na boca e são verdadeiramente doces e frescos.

Vou dando uma olhadela ao que vendem. O Laos é conhecido pela prata e vejo peças lindas. Por momentos ainda penso trazer alguma jóia, mas ainda ia andar por muitos lados. Como era tudo estupidamente barato, trouxe umas prendas para a família. Aquele mercado era o paraíso de qualquer amante de compras.

O jantar veio, comida com um toque francês. Sou invadido por um grupo de crianças e todas elas me querem vender o que carregam. Compro uns brincos para as minhas irmãs a um deles. Os outros seis ficam fulos! Mas engano-os a todos dizendo que amanhã regresso e compro coisas a mais alguns... Promessa não cumprida, no dia seguinte já não estava na cidade.

Rodrigo Ferrão 

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