sábado, 15 de fevereiro de 2014

A agência funerária e Mário de Sá Carneiro


Fim


Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!

Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se recusa,
Eu quero por força ir de burro.


*Mário de Sá Carneiro

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