domingo, 22 de setembro de 2013

Cronicando pela Ásia... Chiang Mai - a terra dos Templos

Chiang Mai
03 de Maio 2009

Esta terrinha é impressionante. Em qualquer canto parece haver espaço para colocar um Templo, por mais pequeno ou singelo que pareça. A estadia neste lugar fez com que a minha máquina captasse mais fotografias que a média. E não era para menos... Chiang Mai vale muito a pena.


O dia foi relativamente pacífico. Primeiro resolvi andar à procura de postais, era um assunto da minha lista. Outro objectivo passava por cortar o cabelo. Existem imensos cabeleireiros / barbeiros na Tailândia e são muito fáceis de identificar. Mas esta missão ficou para segundo plano, havia tanto para ver! (tarefa apenas resolvida em Portugal, vários dias depois).


A tudo isto se aliou a busca por um novo quarto. Uma obsessão que não trouxe melhorias. Apenas no preço, bem sei... Mas a pensão parecia estar virada também para a prostituição. Pelo menos assim me pareceu, dada a frequência. Pouco importou, o quarto tinha um cadeado. Se bem que me preocupou deixar ali as coisas...

Ali só se pernoitava, pensei. E foi com esse pensamento que resolvi dar uma volta.


A primeira paragem foi no parque. Pelo caminho ia vendo Templos e mais Templos, história por todo o lado. Sentei-me um pouco na relva. Ali ao lado, um grupo de estrangeiros praticava Yoga. Tudo parecia estar na mais perfeita pausa, assim como eu.


O ponto alto do dia estava a chegar: o mercado de Domingo. A caminho, ainda passei por uma manifestação política (dos reds). Nada comigo, andei rápido! Ainda me habilitava a estar no meio de uma confusão que não era minha. Não podia esquecer que o país ainda não tinha saído de estado de sítio...

A primeira coisa que comprei, logo à entrada do mercado, foram bandeirinhas de todos os países por onde tinha passado naquela viagem. Tenho comigo uma colecção impressionante: Reino Unido, Hong Kong, Macau, Tailândia, Cambodja, Malásia e Laos (país que viria a seguir).


Recordo-me de dar cem voltas àquele mercado. De comprar uns calções e umas t-shirts, de comprar a mochila onde hoje levo o almoço para o emprego. As prendas para as irmãs, para o pai, para a mãe, uns marcadores de livros que trouxe para dar aos meus amigos livreiros... Chiang Mai foi o paraíso do consumo. Não só pela oferta impressionante, mas também porque é mais barata que a capital.

Dei tantas voltas e não fiz mais nada. A máquina registou mais uns quantos Templos e estátuas... No dia seguinte ia para o Laos, mas antes ainda fui dormir no antro! A mochila estava intacta, mas dormi sempre de pestana aberta. 

Conclusão: há situações onde não vale a pena poupar um euro!


Rodrigo Ferrão

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