quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Quem leu Mary Poppins? Pois.

Pois. Provavelmente toda a gente viu o filme. Mas... um livro? O mais certo é a maioria nem saber que, antes de ser um filme, "Mary Poppins" foi um livro. Na verdade, o primeiro de uma colecção de oito, destinados a crianças e jovens, escritos nos anos 30 por P. L. Travers, leia-se Pamela Lyndon Travers, uma actriz, jornalista e escritora australiana. 

Quanto ao filme, surgiu em 1964, pela mão dos estúdios Disney, depois de Walt himself ter levado duas décadas a tentar convencer Pamela a permitir a adaptação. Que não a deixou satisfeita, diga-se de passagem. Acima de tudo porque, na verdade, a ama Poppins interpretada por Julie Andrews é no filme bem mais doce, boazinha, mágica e divertida do que no livro, em que surge rude e azeda. 

E porque vem isso a propósito agora? Porque a jornalista australiana Valerie Lawson escreveu "Mary Poppins She Wrote", livro em que conta a história da vida da escritora, principalmente essa parte relacionada com o livro e o filme - e os estúdios Disney acabam de fazer dele uma versão cinematográfica para estrear em Dezembro próximo. Ao que consta, bem mais honesta do que a que fizeram de "Mary Poppins". E contando com Emma Thompson e Tom Hanks nos principais papéis.

O filme promete, dizem os críticos. "Saving Mr. Banks", assim se chama, junta a teimosia de Pamela Lyndon Travers, que só cedeu à adaptação do livro quando este começou a vender menos e o dinheiro começou a faltar, ao entusiasmo perseverante de Walt Disney, que queria satisfazer um desejo da filha, que adorava ver em filme um dos seus livros preferidos. Eu vou metê-lo na agenda de Natal.


Ah, pois. E o livro? Quem quiser lê-lo tem que o mandar vir em inglês. Em Portugal, depois da aposta que foi recuperar Enid Blyton, ninguém se lembrou - que eu saiba, avisem-me se estiver errada - de fazer uma edição em português. Talvez surja lá mais para o Natal, pois.



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