terça-feira, 2 de julho de 2013

Os Leitores escolhem a próxima leitura conjunta...

Vamos eleger aqui, no grupo Livros no Facebook e na página; a leitura conjunta do mês de Julho. Deixo convosco as sinopses de 5 grandes livros, para que analisem e votem com calma. Daqui a uns dias vemos quem ganha!

Segue a lista:

Billy Budd
Herman Melville
Biblioteca Editores Independentes / Relógio D’Água

Publicado em 1924, este livro iniciou uma autêntica redescoberta do autor de 'Moby Dick', o norte-americano Herman Melville (1819-91), que morrera no ostracismo literário. Ao longo da narrativa, o personagem Billy incorpora a figura do 'Belo Marujo', jovem que à rara beleza pessoal e força física combina a 'inconvencional retidão dos seres humanos íntegros, esses indivíduos aos quais ainda não foi ofertada a suspeita maçã do conhecimento'. O marinheiro é recrutado por uma belonave inglesa que parte em direção ao Mediterrâneo no verão de 1797, poucos meses após a irrupção de duas graves revoltas no interior da armada.

Os da Minha Rua
Ondjaki
Editorial Caminho

Há espaços que são sempre nossos. E quem os habita, habita também em nós. Falamos da nossa rua, desse lugar que nos acompanha pela vida. A rua como espaço de descoberta, alegria, tristeza e amizade. Os da Minha Rua tem nas suas páginas tudo isso.

Como num filme, sempre me acontecia isso: eu olhava as coisas e imaginava uma música triste; depois quase conseguia ver os espaços vazios encherem-se de pessoas que fizeram parte da minha infância. De repente um jogo de futebol podia iniciar ali, a bola e tudo em câmara lenta, um dia eu vou a um médico porque eu devo ter esse problema de sempre imaginar as coisas em câmara lenta e ter vergonha de me dar uma vontade de lágrimas ali ao pé dos meus amigos.

A escola enchia-se de crianças e até de professores, pessoas que tinham sido da minha segunda classe, da terceira...

Quando alguém me tocava no ombro, as imagens todas desapareciam, o mundo ganhava cores reais, sons fortes e a poeira também. - ondjaki


Ar de Dylan
Enrique Vila-Matas
Teodolito


Um prolífico escritor vai a um extravagante congresso, para o qual recebeu convite, com alguma estranheza e uma certa inquietação. No mesmo encontro, participa, em lugar do pai recentemente falecido, Vilnius, um jovem criativo com um certo ar de Dylan, que tem como objectivo último da sua vida alcançar o mais total e absoluto fracasso, tema que preside ao invulgar congresso. Mas fracassar absolutamente não é nada fácil. Que fazer? Nada? Ou pedir ajuda? O escritor, por sua vez, deseja pôr um ponto final na sua já vasta obra e atingir o mutismo radical e definitivo. Fascinado por Vilnius, segue-lhe o percurso e observa-lhe os estratagemas para chegar ao fracasso. É possível que, com a sua improvável união, rodeados e isolados por uma teia de personagens, consigam ter sucesso nas suas buscas. Talvez o sucesso não seja o que em geral se pensa. Assim, fracasso e sucesso deixariam de ser antónimos, para se transformarem numa mesma coisa.

O Japão é um lugar estranho
Peter Carey
Tinta da China

Escrito com a destreza narrativa de um romancista de créditos firmados (vencedor do Booker Prize por duas vezes), este livro traz em si, também, a urgência da reportagem e a capacidade de observação do melhor jornalismo. Revela-nos aquilo a que muita gente ainda não terá dado a atenção necessária: que há uma nova geração de adolescentes ocidentais a crescer, nesta primeira década do século XXI, sob a influência da cultura popular japonesa. Peter Carey conduz o filho e é conduzido (levando-nos a nós também nessa viagem) pelos labirintos de uma cultura cheia de códigos mais ou menos impenetráveis para um estrangeiro. Uma cultura bem mais transparente para um adolescente familiarizado com os universos da manga e do anime do que para um adulto à procura de uma chave que se revela quase sempre "lost in translation".

*Carlos Vaz Marques

O Falador
Mario Vargas Llosa
BIS / Leya

Romance de dois mundos e duas linguagens, O Falador, de Mario Vargas Llosa, é uma obra que de novo arrasta os leitores para o interior do universo de magia e exotismo próprio do grande escritor peruano. Trata-se de uma ficção que sistematicamente contrapõe os ambientes da selva e da cidade, espelhando desse modo duas atitudes opostas face à vida e aos seus valores. Um narrador moderno e racional e o contador de histórias de uma tribo amazónica asseguram e estruturam em alternância o desenvolvimento do relato.

*(os resultados saem quando concluirmos a leitura conjunta de Junho - o livro de Clarice Lispector). 

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