sábado, 6 de julho de 2013

Cronicando pela Ásia... Fugir de Patong e ouvir excelente jazz

Pukhet Town, 
29 de Abril 2009

Decidi fugir de Patong. A praia nada tinha a ver com a imagem idílica da Tailândia. Banal, é talvez o adjectivo possível. O mar de gente também não ajudou à festa. A praia não tem areia limpa, o mar não é de cristal. Nada se assemelha ao que tinha observado nas Phi-Phi. Resumindo: Patong é uma capital sexual, não uma praia. Uma paródia nocturna, não um paraíso.

PS INN - aqui está o nome que marca esta viagem. Este foi o pior sítio onde dormi até então... Chamar-lhe hotel é abusar do termo. Mas o melhor é verem as duas fotos que deixo. Palavras para quê?



O grande objectivo do resto da tarde, foi procurar a melhor oferta para conhecer a ilha do James Bond. O lugar deve o seu nome ao filme de 1974, O homem da Pistola Dourada - refúgio do vilão Christopher Lee. O nome original da ilha é Ko Khao Phing Kan

Final de tarde foi tempo de parar para gravar um cd com as fotos tiradas - o cartão estava cheio e era importante dar seguimento às crónicas da viagem. Estava, pela primeira vez, chateado. Pukhet foi a grande desilusão de toda a viagem. A cidade é feia e cinzenta. Não se vê a alegria de outras paragens e a cidade está deserta. Todos vão fazer negócio para a praia, mas a praia é sítio de pouco descanso.

Depois de um banho no quarto do "Hotel" e depois de matar a barata que saía do ralo do chuveiro, diverti-me a tirar fotos àquele sítio ridículo. Aquele lugar mais parecia um antigo hospício, não havia sinal de estrangeiros.

 

A surpresa veio depois do jantar! Nem tudo podia ser assim tão mau. Fui dar uma volta e descobri uma pérola... Um bar chamado Music matters, cujo o slogan Jazz cocktails captou imediatamente a minha atenção. Estávamos numa quarta feira e era dia de uma Jam session.

O que posso dizer? Momento indescritível! Apenas um estrangeiro ao saxofone. O resto da banda (vim mais tarde a saber) era composto por dois filipinos. E depois juntava-se quem soubesse tocar. Alguns tailandeses emprestaram ritmo e rapidamente senti-me transportado para um grande concerto.

Entretanto, a menina que nos servia à mesa salta para ao pé deles e começa a cantar em Inglês. Inicia com In other words de Sinatra e segue para Gabrielle, com walk on by. A noite avança ao ritmo suave e quente do Jazz. E como foi bom escutá-los...

A surpesa final - Bossa Nova. Como é possível? - pensei. Pois, a verdade é que ouvi grandes sucessos. Na voz de uma asiática. Perfeito.

Quem diria?


Rodrigo Ferrão

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