sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

O fim do mundo em livros

O mundo não acabou e as profecias caíram todas por terra... pelo menos durante uns tempos. Voltamos outra vez da realidade para a ficção. Se tivesse mesmo acabado, quantos livros teriam deixado fechados na estante ou empilhados na mesa de cabeceira?

Um número considerável, talvez, mas não desanimem. Se o Apocalipse da vida real for minimamente semelhante aos narrados na literatura, há sempre uma boa hipótese de algum de vocês ser o único ou um dos poucos sobreviventes. Tema mais que trabalhado e pensado em múltiplos cenários, um bocado pelas várias artes, literatura, cinema, música, de um tudo um pouco.

Não se encaixando na perfeição no conjunto de posts sobre estudos utopistas e distopias, não deixa de ser um cenário que se enquadra também neste tipo de análise. Mundos inexistentes e pensados em realidades alternativas para o bem e para o mal numa espécie de auto-consciência das marcas da nossa passagem pelo mundo.

Deixo-vos então alguns exemplos da literatura sobre os fins do mundo, ficam de fora centenas de títulos sem contar com aqueles que não sendo fins andam por lá perto. Começando pelo início de todos os inícios:



“Apocalipse”, livro final do Novo Testamento da Bíblia (45 e 90 D.C.)

É intitulado e iniciado pela palavra "Apocalipse" que, no grego, significa "revelação", "descoberta". O autor, identificado como o apóstolo João, descreve eventos futuros que foram revelados a Jesus Cristo, que passou tal conhecimento aos seus discípulos.

“O primeiro anjo tocou a trombeta. Granizo e fogo misturados de sangue foram atirados sobre a terra. Um terço da terra transformou-se em fogo, assim como uma terça parte das árvores e toda erva verde. O segundo anjo tocou a trombeta. Foi lançada no mar como que uma grande montanha ardendo em chamas e a parte do mar converteu-se em sangue. Morreram parte das criaturas que vivem no mar e foram destruídos parte dos navios.”

“O Último Homem”, de Mary Shelley (1826)
Da mesma autora de “Frankenstein”, o livro passa-se no ano 2100. Lionel Verney, filho de uma família nobre lançada à pobreza, é o único sobrevivente de uma praga que, gradualmente, destruiu a humanidade.

“Enquanto isso, o meu pai, esquecido, não conseguia esquecer. Ele lamentava a perda daquilo que para ele era mais necessário do que ar ou comida – a excitação do prazer, a admiração dos nobres, a vida luxuosa e polida dos grandes. A consequência foi uma febre nervosa, durante a qual ele recebeu os cuidados da filha de um camponês pobre, que lhe ofereceu abrigo.”



"A Dança da Morte”, de Stephen King (1978)

Considerado um dos melhores livros do autor, retrata a vida de sobreviventes de um vírus extremamente mortal que se espalha pelos Estados Unidos após um homem escapar de uma instalação para testes biológicos.

"Por volta das quatro horas, nuvens começaram a se formar sobre Manhattan e o som de trovão ecoava de lá para cá entre os muros da cidade. Relâmpagos bifurcavam muito baixo, sobre os edifícios. Era como se Deus estivesse a tentar assustar as poucas pessoas remanescentes fora de abrigo. A luz havia tinha-se tornado amarela e estranha, e Larry não gostava disso."

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