quarta-feira, 18 de maio de 2011

O nosso Reino, valter hugo mae

O primeiro livro de ficção do autor é o meu preferido.

Valter apresenta já a sua forma de escrever: cheia de expressões pouco comuns, arcaísmos e palavras usuais no mundo rural. É neste mundo que se centra a nossa história.

Temos um menino pequeno como personagem principal. Uma criança que nos descreve o mundo que vê. O curioso é que é um olhar carregado de manifestações religiosas, como se tudo fosse produto da obra de Deus.

Uma história que nos prende. Cheia de fantasia, originalidade e pensamentos profundos.


'Num ambiente rural onde a religião é uma âncora fundamental e a visão do pecado uma pesada herança do Estado Novo, o nosso reino começa como uma aventura terna e cândida, contada por uma criança obcecada pela diferença entre o bem e o mal. Porém, ao estilo de um Tom Sawyer num universo de perversidade, o reino em que vive e a própria narrativa que constrói vão responder de forma imprevisível à sua busca incessante de um momento de beleza e redenção: as personagens fundem-se em vasos comunicantes, metamorfoseiam-se, ganham uma loucura de bichos de muitas patas e várias cabeças, e a morte, arrastada pelo cão dos infernos, alastra por todo o lado. Conseguirá o narrador escapar e transformar- se em borboleta ou anjo libertador? Ou acabará como mártir marginal dessa missa negra e supliciante? Entre uma galeria de personagens misteriosas e inesquecíveis, oscilando entre a loucura e a bondade mais pura e inesperada, o narrador deste primeiro romance de valter hugo mãe tece uma história que é uma absoluta surpresa em forma de ficção plástica para a literatura portuguesa do século XXI. Impossível parar de ler.'

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