segunda-feira, 30 de maio de 2011

A menina que queria escrever e viajar encontrou o jornalismo, esteve hoje na Feira

Estudou teatro e licenciou-se em Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa. Trabalhou dez anos na rádio, continuando ainda hoje a colaborar com a RDP. Desde 1998 é jornalista no jornal Público. A partir de 2001 viajou várias vezes pelo Médio Oriente/Ásia Central e esteve seis meses em Jerusalém como correspondente. E por muitos outros lugares do mundo, como na África do Sul e Brasil. Foram-lhe atribuídos prémios de reportagem do Clube Português de Imprensa, Casa da Imprensa e o Grande Prémio Gazeta 2005. Em 2007 publicou "Oriente Próximo" na Relógio d’Água.
Alexandra Lucas Coelho é uma daquelas jornalistas como já quase não há. A Alexandra escreve com gosto, e com prazer para quem lê. Procura as noticias, faz reportagem e descreve-nos os lugares e as pessoas transportando-nos para a noticia. Porque esta escrita jornalística é por vezes tão realista, quase queirosiana. Pois então estes textos não podem ficar esquecidos em páginas de jornais ou revistas. A editora Tinta da China fez essa aposta e tem publicado esses textos, a única repetente na colecção de viagens coordenada pelo Carlos Vaz Marques conta com os "Cadernos Afegãos" e com "Viva o México", agora mais em contexto politico a última aventura da Alexandra no Egipto na altura da revolta popular neste país. Tahrir – Os Dias da Revolução conta na primeira pessoa essa vivência, a jornalista correspondente no Brasil que depois da catástrofe causada pelas chuvas nesse país, mete uns dias de férias para sentir na pele a revolução de massas, a nova revolução feita com internet e redes sociais mas também com muita força e coragem nas ruas.
Hoje foi dia de Alexandra Lucas Coelho, na Feira do Livro do Porto. Autografos e apresentação do livro e com muita pena minha não ter podido "gastar" mais tempo em conversa com ela. Vale bem a pena descobrir as palavras deste jornalismo que se faz em Portugal. Vale a pena ir lendo no blogue da autora Atlântico-Sul, da menina que queria viajar e escrever.

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